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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Labrego Nacional

“País de longa tradição no desenvolvimento do labrego nacional, Portugal chegou a um ponto de saturação do número de labregos per capita. Dados recentes do INE apontam para que a população labrega seja neste momento muito superior à portuguesa. «Começamos a ter dificuldade em separar os portugueses dos labregos, uma vez que os primeiros parecem ter sido perfeitamente aculturados pelos segundos» afirma o responsável máximo por esta instituíção. O Governo já admitiu ser maioritariamente constituído por labregos de 2ªgeração, não prevendo que a situação se altere nos próximos 4 anos, o que coloca Portugal no primeiro país europeu a ter uma maioria de população labrega, governada por labregos. O impacto do nacional labreguismo já começou a sentir-se na economia nacional – é característica do labrego a completa ausência de noção de gestão, o despesismo descontrolado e tendencioso, uma compulsiva tendência de prometer uma coisa, fazendo exactamente o contrário, e a fuga a toda e qualquer espécie de imposto. Especialistas internacionais no fenómeno expansionista do labrego, afirmam que o processo é irreversível e que dentro de poucos anos Portugal não terá portugueses. Sugerem ainda que se comece a mudar o nome do país para Labregal. O número de escolas para labregos tem aumentado exponencialmente nos últimos 10 anos, com todos os inconvenientes que estas acarretam: taxas de insucesso escolar perto dos 100%, não pagamento de propinas, e uma tendência compulsiva de arrastões diários num raio de 2km em torno de cada escola. O número de empresas labregas também tem aumentado, mas aqui a situação é menos grave porque, como se sabe, a duração de vida de uma empresa labrega é de um ano, exactamente o tempo que levam a esgotar-se os fundos europeus de incentivo à criação de empresas. Estima-se um novo fluxo de emigração nacional com características muito diferentes das que assistimos na década de 60 do século XX: a mão-de-obra especializada e sem paciência para os labregos nacionais começa calmamente a abandonar o país. Os labregos andam tão preocupados (fizeram contas e descobriram que os que ficam são todos uns labregos tesos) que lançaram o programa social “Adopte um Português”. Quem quiser ficar e ser adoptado por um labrego basta inscrever-se no centro de segurança social da sua zona de residência.
Cantem comigo o novo hino nacional: «Labregos do mar…»

Humor Negro

sábado, 11 de outubro de 2008

Atraso

“O país está vinte anos atrasado em relação à Europa”.
Afinal, somos nós que estamos atrasados ou eles é que estão adiantados?!
Uma obra, em Portugal, só é considerada uma obra quando apresenta um grande atraso, senão, seria uma obrinha.
Quanto ao pagamento de serviços, não há maior atrasado que o Estado português: num jornal económico lia-se que os organismos do Estado pagavam, em média, 183 dias depois de terem recebido qualquer serviço (eu conheço entidades que o fazem passado um ano).
Os estudantes deixam disciplinas em atraso, nos transportes o atraso faz parte do horário, as obras públicas vivem em permanente atraso, os processos atrasam-se uma eternidade nos tribunais, a polícia chega sempre atrasada ao local do crime…
Até a paciência dos portugueses está em atraso, senão já tinham tomado uma atitude.
Nós, Portugueses, somos naturalmente atrasados, por isso, não nos ponham as culpas. Eles é que estão adiantados…

sábado, 20 de setembro de 2008

"Sorria, está a ser filmado!"

Actualmente, assistimos à materialização do poder, ao controlo aberto e contínuo da sociedade, feito através da vigilância, concretizada pela propagação das câmaras espalhadas por toda a parte: no comércio, bancos, escolas e até mesmo nas ruas. Onde quer que vamos encontramos “Sorria, está a ser filmado”. Algumas vezes, devido à onda de pânico gerada pelos atentados terroristas, com o objectivo de conseguir uma maior segurança. Mas, quem vigia o vigilante? Quem está por trás das câmaras?
Todos podem e querem espiar todos, com o intuito de transformar os modos de viver, pensar e agir dos indivíduos.
Em todo o lado deixamos os nossos dados, os nossos e-mails, mensagens SMS e conversas.
Quem quer que seja que controla os nossos dados pode decidir se vamos conseguir um empréstimo bancário ou se nos podemos deslocar para outro país.
Imagine estar num restaurante, pedir uma bela de uma feijoada e o empregado dizer…
- Não o aconselho porque consta da sua ficha médica que sofre de colesterol.
E, quando for pagar com cartão de crédito:
- Lamento, mas vai ter de pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito foi ultrapassado.
Estaremos a viver um Big Brother, sendo seguidos por um olho electrónico?
Este conceito já tinha sido abordado no livro “1984”, de George Orwell. Neste livro, todos os habitantes de um país fictício são vigiados diariamente, por câmaras que funcionam como olhos do governo (“The Big Brother is watching you”). Passados pouco mais de cinquenta anos da publicação do livro de Orwell, o receio do totalitarismo cedeu lugar à sedução, através da invasão de câmaras em programas televisivos.
Tais programas expõem os seus participantes a situações limites e dão margem a uma série de análises. O olho que vigia e pune, é o mesmo que possibilita a fama.
Convém lembrar que somos nós os produtores e produtos desta sociedade que criámos. Não somos simples marionetas deste jogo de forças.
Não estaremos a ir longe demais, sendo difícil um retorno?

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

It's The End Of The World (As We Know It)

Quem não se lembra desta música dos R.E.M.?
O Fim do Mundo… tantas vezes apregoado…
Confesso que as profecias têm um atractivo especial. É como se estivéssemos a assistir a um filme. Não sabemos o final, esperamos sentados… quem sabe, comendo umas pipocas. Só há um porém, quando terminar, no dia seguinte, não poderemos comentá-lo com ninguém. Mas também não ouviremos os críticos a dizer: «O apocalipse podia ter sido mais apocalíptico, especialmente no final».
Muitas das profecias não se referem a um fim e sim a uma época de mudança.
Por exemplo, o calendário Maia prevê que algo de muito grave se passará no solstício de Inverno que decorrerá a 21 de Dezembro de 2012. Ora, sabe-se que nesta data a Terra estará alinhada com o Sol e com o centro da nossa Galáxia. Sabe-se que no centro da Galáxia existe um buraco negro. Baseados em Einstein e em alguma informação astronómica, há quem diga que o alinhamento com este buraco negro levará a uma mudança do campo magnético terrestre. Isto conduzirá à ocorrência de tsunamis, vulcões, terramotos, etc.
Sinceramente, acho que o verdadeiro problema da sociedade é precisar de datas e oráculos para lhe indicar o que acontecerá no futuro. Não é preciso olhar para calendários para ver como tudo anda de mal a pior. Se queremos mudanças, não podemos estar à espera de milagres, coisa a que o Português está habituado. Tudo se resolverá por obra do Espírito Santo e de Nossa Senhora de Fátima...
Parece que nada nos vai matar a não sermos nós mesmos. Somos nós os responsáveis pelo estado do Planeta. Embora poucos o assumam.
Não, meus amigos. Eu não perco o fim do mundo por nada deste mundo!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Quem quer comprar, quem quer comprar... a Lua?!

Pode parecer brincadeira, mas é verdade. A Lua está à venda.
O empresário Dennis Hope criou uma imobiliária milionária, que vende lotes da Lua por 25 euros o hectare. Quem comprar esses lotes, receberá como garantia uma Escritura Lunar, um mapa da propriedade (para não se perder por lá), entre outros documentos.
Estas são "terras verdadeiramente sem dono", diz ele. "Nós estamos a fazer exactamente o que os nossos antepassados fizeram quando deixaram o continente europeu e foram para o Novo Mundo."
O lunático projecto começou em 1980, quando o americano foi ao registo de terras de San Francisco e reclamou a propriedade da Lua e de outros planetas, baseando-se no Tratado Espacial, assinado pelos membros da Organização das Nações Unidas em 1967. Conforme o documento, nenhuma nação poderia ser proprietária de corpos celestes. Mas a lei não proibia pessoas físicas ou jurídicas de reclamar para si a posse de planetas ou satélites.
Dennis Hope enviou cartas aos governos dos Estados Unidos da América, da Rússia e à ONU, reivindicando a propriedade do sistema solar. Como ninguém se manifestou, Hope fundou a Embaixada Lunar em Gardnerville, no Estado de Nevada, e iniciou a venda de lotes na Lua.
De acordo com vários sites na internet, o negócio já rendeu mais de seis milhões de dólares (4,4 milhões de euros).
Hope já negociou certificados de propriedade com mais de 300 mil pessoas. Entre os compradores encontram-se estrelas de Hollywood, como Clint Eastwood, Tom Cruise e John Travolta, as cadeias de hotéis Hilton e Marriot (será que querem abrir um hotel na Lua?) e até os ex-presidentes americanos Ronald Reagan e Jimmy Carter.
Quando numa entrevista perguntaram a Dennis Hope se tinha intenção de um dia morar na Lua, ele respondeu: “Pretendo ter uma casa na Lua e outra em Marte, mas não penso em morar lá em tempo integral. Espero continuar como presidente do Governo Galáctico, pois acredito que o meu talento e energia possam ser bem utilizados na Terra, onde eu poderia trabalhar com os processos diplomáticos que serão necessários entre o governo lunar e os governos terrestres.”
Pois é, vai ter muitos processos para resolver… imagine que o terreno lunar comprado por alguém é ocupado e o proprietário pretende apresentar queixa. Aonde se dirigirá, se cada país só tem soberania sobre o seu território e se nenhum país pode reclamar soberania fora da Terra?
Até ao momento nenhum governo reconheceu as vendas de lotes lunares como negócios oficiais, no entanto, a Lua está à venda… Se quiser reservar o seu cantinho, não se atrase!
http://www.lunarlandowner.com/index.html

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Onde estão os hippies?

O termo hippie foi utilizado pela primeira vez em 6 de Setembro de 1965, num artigo de um jornal de São Francisco.
Este termo aplicava-se ao grupo de jovens que contestavam a sociedade, a discriminação das minorias, o poder militar e económico. Eram viajantes românticos, em busca de um ideal. Sonhavam com um mundo onde o Amor e a Paz reinavam, inspirados pelas drogas que lhes libertavam a mente, mas que lhes tiravam a credibilidade. Eram místicos, com um estilo de vida nómada, vivendo em comunhão com a natureza.
Olhavam o mundo do alto das flores, das cores, do psicadelismo. Curtiam e sorriam...
Enquanto outros grupos de jovens lutavam para mudar o mundo, chegando a ser presos, estes rebeldes pacíficos continuavam a mostrar os dedinhos em V e a dizerem Paz e Amor, num distanciamento incalculável da realidade. Numa contestação inócua, como tão bem gostavam os poderosos da época. Tanto era assim, que o próprio governo americano financiou o festival de Woodstock.
No entanto, a imprensa foi perdendo o seu interesse por esta subcultura. Como os hippies tenderam a evitar a publicidade após o espectáculo de Woodstock, surgiu um mito de que o movimento hippie tinha deixado de existir. Mas, ainda hoje podemos encontrá-los em alguns festivais. Na verdade, a filosofia por eles seguida continua a influenciar a forma de pensar, na actualidade.
Uma pesquisa efectuada pela revista Readers Digest concluiu que os ingleses continuam a viver segundo os ideais que marcaram a geração flower power: 82% acredita no ideal "salvar o planeta"; 46% concorda com a frase "faça amor e não a guerra"; 49% é contra as armas nucleares; 35% nunca participaria num conflito armado; 48% acredita que a autoridade deve ser questionada; 47% confessa que se pudesse produziria os seus próprios alimentos; 35% já fumou erva; 70% prefere produtos naturais; 45% gosta de andar descalço; 36% prefere usar cabelo comprido.
Onde estão os hippies? Estão por aí... um pouco em cada um de nós.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Real Doll - Sexo com robôs

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quinta-feira, 24 de julho de 2008

Emigrantes

Estamos no Verão… vêm aí os emigrantes! Essa praga sazonal que persegue sonhos e que acaba por viver vidas que não lhes pertence.
O fio de ouro e o sotaque francês misturado com resquícios de português não enganam…
Pode dizer-se que existem dois tipos de emigrantes: os discretos e os indiscretos.
Falando dos indiscretos, que são os que se salientam mais, são caracterizados por: adorar música pimba e deslocarem-se de carro, normalmente vermelho, entalados na bagagem, algures entre o colchão de espuma e um garrafão de tinto.
Vivem em vivendas que foram construindo aos poucos, com o belo do azulejo e telhado inclinado a fazer lembrar a neve dos Alpes Suiços. À frente da casa, a fonte do Menino de Bruxelas a fazer xixi e a bela da águia ao portão ... a ver quem passa!!!
Finalmente, são barulhentos e fazem-se representar por uma linguagem própria que mais não é do que uma inteligente fusão entre diversas línguas, entre as quais o Português. Dessa língua inteligentemente elaborada, há frases que já entraram no ouvido dos portugueses.
- João, vien já ici, faxabôre !
- Bai lá ber o poisson que está no carbón que já está a queimar!
Estamos no Verão… vêm aí os emigrantes!

domingo, 20 de julho de 2008

Geração Y

“Dantes havia adultos e crianças. Depois inventaram os adolescentes” e as gerações…
Primeiro a “X” e agora a “Y”.
À primeira pertencem os que nasceram após 1965, filhos de mãe que trabalha fora, pais divorciados, fãs das histórias em quadradinhos… Chegaram à idade adulta com a sensação de estarem perdidos, desencantados com a vida, sem terem encontrado o seu rumo, continuando a viver em casa dos pais. Sujeitos a constantes depressões e viciados em Prozac. Foi-lhes exigida a realização plena, são uns obcecados pelo sucesso, querendo ser bons em tudo.
À segunda geração, pertencem os que nasceram após 1977 que cresceram com os avanços da tecnologia e da globalização.
É a geração das frases curtas e das abreviaturas, inventores da nova estenografia, da tecla 3, acérrimos utilizadores dos SMS e MMS, dos mp3, mp4, Playstation e afins. Com linguagem própria, aborrecem-se com facilidade e exigem mudança. Aqui não há lugar a individualismos, vivem em comunidades e estão em constante comunicação através do messenger e chats, estando a induzir uma verdadeira revolução on-line. Pertencem à comunidade do Hi5 e Orkut, não dispensando visitas constantes ao Youtube.
É criativa, de uma forma difícil de entender, esta geração esburacada, das tatuagens e das calças caídas que continua consumista e ainda não se despegou das roupas de marca.
Vivem num mundo de aparente facilitismo, de promessas cada vez menos atingíveis, tendo substituído a realidade pelo virtual.
Se já existiu uma geração rasca, esta deu lugar à geração à rasca.
Qual será o futuro destes "Ganda malukos"?