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sábado, 11 de abril de 2009

Into the Wild

Gostava de vos falar de um filme que vi e que me tocou pela beleza das paisagens, pela notável banda sonora de Eddie Veder e pela mensagem.
“Into the wild” é baseado numa história verídica. É um mergulho nas contradições da sociedade norte-americana.
O filme relata a história de Christopher McCandless, um jovem de 22 anos, oriundo de uma família da classe média norte-americana, em busca da felicidade que não encontra no mundo de regras e de mentira em que vive. Fugindo ao materialismo que contamina a sociedade decide partir numa aventura, ansiando por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura.
Christopher morrerá sozinho, vítima da crueldade da natureza a que recorrera, mas que não o acolhera, concluindo que é maior a violência da natureza do que a do ser humano.
“O meio natural do ser humano é a sociedade que ele próprio cria”.
Christopher compreende, tarde demais, que «A Felicidade, para ser real, precisa ser partilhada».

domingo, 14 de dezembro de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

Lisa Ekdahl

No passado dia 14 de Novembro fui até ao CCB ouvir uma das mais fascinantes vozes femininas contemporâneas... Lisa Ekdahl. Compositora e letrista das suas próprias canções, possui uma voz doce e cândida, de menina, que a consagrou além fronteiras. Conquistou, por três vezes, os prestigiados Grammy Awards. Cantando em inglês e sueco, o seu repertório habitual divide-se entre o chamado smooth jazz e a pop music, embora em 2001 tenha editado o álbum Lisa Ekdahl Sings Salvadore Poe, em que reinava o bossa nova jazz. Se quiser deixar-se envolver pela sua voz melodiosa, oiça o álbum "Back to Earth". Experimente!

sábado, 11 de outubro de 2008

terça-feira, 30 de setembro de 2008

O ritual do Chá

THEE (Holanda), THÉ (França), TEA (Inglaterra), HERBATA (Polónia), TE (Suécia), ÇAY (Turquia), CHA (China/Japão), TEE (Alemanha), (Itália), CHÁ (Portugal) (Espanha) CHAI (Rússia).
Diz a lenda que, em 2737 a.C., o imperador chinês Shen Nong, preocupado com as epidemias que devastavam o Império, decretou um edital que exigia que todas as pessoas fervessem a água antes de a consumirem.
Certo dia, quando o imperador passeava pelos seus jardins, pediu aos seus servidores que lhe fervessem água, enquanto descansava debaixo da sombra de uma árvore. Enquanto esperava que a água arrefecesse, algumas folhas vindas de uns arbustos caíram dentro do seu copo, atribuindo à água uma tonalidade acastanhada. O Imperador decidiu provar, surpreendendo-se com o sabor agradável. A partir desse momento ficou adepto do chá, induzindo o seu gosto ao seu povo.
Na China, chama-se CHA DAO à arte de preparar o chá. Quando bebem chá, os chineses apreciam primeiro o seu aroma... Agradecem o chá batendo o dedo 3 vezes na mesa. As chávenas são colocadas em círculo e servem-se todas de uma só vez... até meio. Os chineses acreditam que o resto da chávena é cheio com a amizade e o afecto...
No Japão, a cerimónia do chá é conhecida como CHADO e assenta em 4 princípios: Harmonia (WA), Respeito (KEI), Pureza (SEI) e Tranquilidade (JYAKU). A cerimónia ocorre numa casa de chá, em bambu ou madeira, CHASHITSU, rodeada por um jardim de plantas verdejantes. Para manifestar respeito pelo TEISHU, nome dado a quem serve o chá, roda-se a tigela para a direita antes de começar a beber e novamente para a esquerda depois de se terminar o chá. O lado da tigela que o TEISHU nos ofereceu para beber é o melhor, no entanto, deve ser recusado mostrando que não somos suficientemente bons para beber por aí...
Nalgumas zonas da Rússia usam três bules colocados uns em cima dos outros, para manter o chá quente.
O bule do meio, geralmente, contém chá preto forte. Em cima é colocado o mais pequeno, com uma infusão de ervas ou menta e no maior, que fica por baixo, é colocada água quente.
No Médio Oriente bebe-se, habitualmente, chá de menta, que é visto como a bebida da hospitalidade. Pelas suas propriedades digestivas é também utilizado no final das refeições. A tradição dita que não se deve beber mais do que três copos de chá: o primeiro é doce como a vida, o segundo forte como o amor, e o terceiro amargo como a morte.
O famoso chá das 5 é uma tradição britânica, introduzida na Corte Inglesa pela Rainha Catarina de Bragança. O chá preto é o mais utilizado em detrimento do chá verde, e é acompanhado com leite e scones.
O chá não é apenas uma bebida. Constitui uma arte ritual e espiritual - é uma atitude, um momento de prazer, de repouso, de intimidade entre amigos, de harmonia com a natureza.

sábado, 6 de setembro de 2008

Uma orquestra e muitos vegetais

The First Vienna Vegetable Orchestra foi fundada em Janeiro de 1998.
Não se trata de uma orquestra qualquer. Esta orquestra faz músicas com… vegetais. Antes de cada espectáculo os músicos vão ao mercado comprar os seus “instrumentos”.
Desta orquestra fazem parte o tomato, o cucumberophone, o carrot recorder, o hallowed celery e o radirimbafrigglegiggle, instrumentos criados a partir de vegetais frescos e aperfeiçoados em cada concerto.
Constituída por 10 músicos, um técnico de som e um cozinheiro. Sim, um cozinheiro porque no final de cada espectáculo é ele que entra em acção para preparar, com estes instrumentos e com o que resta deles, uma sopa que é distribuída pelo público.
Mas não, estes artistas não são vegetarianos.
Tocam desde música tradicional africana, música erudita e experimental e o que é incrível, inspiram-se na música electrónica contemporânea.
Mas este projecto não é puro divertimento, pois já gravaram dois discos, o mais recente chama-se Automate [2003] e o primeiro intitula-se Gemise [1999].
Uma orquestra a ouvir!

domingo, 24 de agosto de 2008

Reggae em Português

No passado dia 8 de Agosto fui ao Café Concerto, em Pombal, onde se encontrava a actuar uma banda reggae de quem nunca tinha ouvido falar, mas que me surpreendeu, pela mensagem e qualidade da música.
Souls of Fire, é uma banda de amigos, do Porto, que começaram a tocar juntos no último dia do ano de 2000. No Verão de 2006 editaram o seu primeiro disco intitulado «Comunicar», projecto que reune alguns dos primeiros temas originais da banda. Têm actuado em vários festivais, incluindo o Festival Sudoeste.
Foi engraçado ter encontrado o vídeo que fizeram no Café Concerto, onde eu apareço de fugida.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Expo Zaragoza - 2008

No passado dia 14 de Junho abriu as portas, em Saragoça, a Exposição Internacional – 2008 que decorrerá até ao dia 14 de Setembro, com o tema “A água e o desenvolvimento sustentável”.
Para transmitir a ideia de que preservar a água é preservar a vida e que esta deve ser caminho de união entre os povos, foi necessário um investimento de cerca de 1.650 milhões de euros.
Sediada nas margens do rio Ebro, a Expo Zaragoza terá como mascote o Fluvi, o acrónimo de flumen vitae que em latim significa "rio da vida".
Os pavilhões dos países participantes são caracterizados pela sua situação geográfica, ilhas e costas, oásis, gelo e neve, grandes rios e planícies aluviais, bosques, florestas tropicais, montanhas e planaltos e pradarias, estepes e savanas.
Para quem quiser ir, o preço dos bilhetes ronda os 47,70 euros (três dias).
Poderão assistir a três grandes espectáculos: Homem vertente que procura estimular os cinco sentidos do público que assistirá a um teatro aéreo; O despertar da serpente, apresentado pelo Cirque du Soleil, em que 80 artistas invocam uma serpente que pede às nuvens que façam cair chuva na natureza; e Iceberg: sinfonia poético-visual, que encerra a exposição. Este espectáculo apresenta o embate entre um iceberg e o homem, expondo os males causados por este último ao meio ambiente, transmitindo uma mensagem de esperança num futuro melhor.
Vale a pena ir!

domingo, 20 de julho de 2008

Celtic Legends

Ontem tive a oportunidade de assistir ao brilhante espectáculo “Celtic Legends”, no Casino de Lisboa. Um espectáculo vibrante e contagiante onde estavam presentes a inconfundível música e dança típica irlandesa, numa coreografia cheia de rigor e sincronismo.
Segundo a tradição, os braços devem permanecer militarmente quietos enquanto as pernas não resistem ao frenético ritmo da música irlandesa.
Este tipo de dança teve a sua origem no século V, tendo sofrido influências dos Celtas, normandos e Ingleses, entre outros.
Surgiu com os camponeses irlandeses que usavam sapatos de sola de madeira para se protegerem do frio e cuja distracção era “brincar com os ritmos” que os soldados faziam no chão.
Com a revolução industrial, o sapateado ganhou novos adeptos. Os operários usavam os sapatos de madeira para se protegerem do chão muito quente das fábricas. Durante os intervalos de trabalho, brincavam com os pés, criando sons diversos.
Quem quer que veja este tipo de espectáculo não consegue ficar indiferente. Os ritmos contagiam-nos e as melodias elevam-nos o espírito... Divinal!